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Vanguarda
              Operária

outubro de 2023

O verdadeiro “Estado nº 1 patrocinador do terror” contra os povos do mundo: o imperialismo dos EUA

Defender o Irã contra a guerra
criminosa dos EUA/Israel,

derrotar os guerreiristas imperialistas/sionistas genocidas!


Consequências do ataque israelense ao depósito de petróleo de Sharan, em Teerã em 15 de junho.
(Foto: Majid Asgaripour / WANA)

Este texto é uma tradução do boletim publicado pelo Internationalist Group, seção norte-americana da Liga pela Quarta Internacional. Foi distribuído em protestos realizados nas cidades de Nova Iorque, Los Angeles, Portland e Seattle em 22 de junho.

Em um monstruoso ataque criminoso, na madrugada de domingo, 22 de junho, aviões de guerra norte-americanos bombardearam diversos locais no Irã sob as ordens do presidente Donald Trump. Pelo menos uma dúzia de bombas monstruosas GBU-57 de 14.000 kg foram lançadas sobre a instalação nuclear de Fordo, juntamente com outras bombas chamadas de “destruidoras de bunkers” contra instalações em Natanz e Isfahan.

Ao anunciar seu ato descarado de guerra, Trump chamou o Irã de “valentão do Oriente Médio”, afirmando que o objetivo era “pôr fim à ameaça nuclear representada pelo Estado número 1 do mundo em patrocínio do terror”. Na realidade, a potência terrorista número 1 do mundo e o valentão global são os EUA, que armaram até os dentes os genocidas carniceiros sionistas de Gaza. O imperialismo americano, tanto sob o comando de Trump quanto de seus antecessores democratas, caminha a passos largos para uma Terceira Guerra Mundial termonuclear que somente uma revolução socialista internacional pode deter.

O Irã tem o direito de ter armas nucleares para deter aos terroristas Israelenses e norte-americanos com armas nucleares! 


O ataque surpresa de Trump ocorreu após vários dias em que o presidente americano e seus asseclas declararam piamente que os governantes iranianos tinham duas semanas para concordar em interromper todo o enriquecimento de urânio (o que eles têm o direito de fazer, mesmo sob o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares) se não... A falsidade estadunidense praticamente encerra toda negociação sobre o assunto. Mas, independentemente de quaisquer tratados enganosos, que Israel se recusou a assinar, o Irã tem direito a armas nucleares para dissuadir os terroristas imperialistas e sionistas com armas nucleares.

A Liga pela Quarta Internacional, da qual o Internationalist Group nos EUA e a Liga Quarta-Internacionalista do Brasil são seções nacionais, luta pela defesa do Irã contra a guerra criminosa dos EUA e Israel e pela derrota dos autores da guerra, os imperialistas e sionistas. Os marxistas revolucionários convocam os trabalhadores dos Estados Unidos e de todo o mundo a usar seu poder de classe, inclusive por meio de greves, para deter a máquina de guerra infernal que assassinou mais de 100.000 pessoas em Gaza e que agora intensifica o genocídio com o objetivo de expulsar e exterminar o povo palestino. A LQI defende um estado operário palestino árabe/hebreu em uma federação socialista do Oriente Médio.

 
Depois de emitir uma ameaça sangrenta de matar o líder iraniano, o ayatollah Kamenei, e exigir a rendição incondicional do Irã, Trump enviou bombardeiros stealth B2 para lançar bombas gigantes GBU-57 (acima à direita, foto de arquivo) nas instalações nucleares iranianas.  (Fotos:  Reuters; U.S. Air Force)

Embora defenda o Irã, um país semicolonial, contra a agressão imperialista, a LQI nunca deu apoio político ao regime teocrático iraniano. Apelamos por um governo operário e camponês, com plenos direitos de autodeterminação para todas as nacionalidades, como parte da luta pela revolução socialista em toda a região e internacionalmente.

Nos Estados Unidos, na Europa e em outros lugares, governantes imperialistas tem intensificado a repressão contra aqueles que protestaram e ainda protestam contra esse massacre desenfreado, proibindo muitas manifestações, prendendo milhares de manifestantes e equiparando caluniosamente o antissionismo ao antissemitismo. Os verdadeiros antissemitas, incluindo os fanáticos nacionalistas cristãos messiânicos, apoiam com unhas e dentes a guerra de extermínio de Israel contra os palestinos. Todos os defensores dos direitos democráticos devem exigir urgentemente o fim da repressão policial-estatal contra os manifestantes contra a guerra dos EUA/Israel contra o Irã.

A retórica belicista de Trump, ameaçando “matar” o líder iraniano, o aiatolá Khamenei, e exigindo a “rendição incondicional” do Irã, e agora sua campanha de bombardeios, apesar das repetidas declarações de agências de inteligência americanas de que o Irã não está construindo armas nucleares, causou consternação entre alguns membros de sua base MAGA (Make America Great Again), que acreditaram em sua fala sobre o fim das guerras estrangeiras. No entanto, apesar de suas próprias críticas (após o fato) à invasão do Iraque pelos EUA em 2003, Trump agora entrou em outra “guerra para sempre”.

Alguns políticos democratas de alto escalão criticaram as ações de Trump, citando a Lei dos Poderes de Guerra de 1973, aprovada em resposta à derrota dos EUA na Guerra do Vietnã. Essa legislação impotente não impediu o democrata Jimmy Carter de desencadear uma guerra contra o Afeganistão, nem impediu o democrata Barack Obama de lançar uma guerra na Síria, nem impediu o democrata Joe Biden de fornecer aos militaristas israelenses os bombardeiros furtivos e as bombas de 900 kg, aprovados pelos democratas do Congresso.

Com sua hegemonia mundial em declínio drástico, o imperialismo estadunidense está se lançando em uma guerra cujo objetivo final é a contrarrevolução na China, o maior estado operário (burocraticamente deformado) do mundo. A guerra imperialista por procuração dos EUA/OTAN contra a Rússia, uma potência capitalista regional, por causa da Ucrânia, usando o regime fantoche de Kiev e seu exército infestado de fascistas como peões, juntamente com a guerra genocida contra Gaza e agora a guerra contra o Irã, são estações no caminho para uma Terceira Guerra Mundial termonuclear. O verdadeiro perigo nuclear vem de Washington – e lembre-se de Hiroshima e Nagasaki: os EUA são a única potência que já utilizou armas nucleares.

Contingente internacionalista na manifestação de 22 de junho em Nova Iorque contra o ataque dos EUA ao Irã.
(Foto: The Internationalist)

A Liga pela Quarta Internacional tem lutado pela ação dos trabalhadores para impedir o fornecimento de armas à Ucrânia e a Israel, enquanto defendemos a Rússia, Gaza, Iêmen, Líbano e Irã contra os terroristas imperialistas e sionistas. Ao mesmo tempo, conclamamos a classe trabalhadora a usar seu poder para impedir as deportações em massa nos Estados Unidos e contra a repressão policial-estatal que acompanha o rumo para um regime de “estado forte” bonapartista.

Na luta contra as guerras bipartidárias em diversas frentes travadas pelos governantes imperialistas dos EUA, a tarefa vital é romper as correntes que prendem os trabalhadores e os oprimidos aos seus exploradores e opressores, centralmente por meio do Partido Democrata, apoiado pelas lideranças dos sindicatos e pela maioria dos movimentos sociais. O Grupo Internacionalista/LQI convoca os trabalhadores com consciência de classe a se unirem na construção de um partido operário revolucionário que lute por um governo operário e pela revolução socialista internacional. ■