"Os falatórios de toda espécie, segundo os quais as condições históricas não estariam 'maduras' para o socialismo, são apenas produto da ignorância ou de um engano consciente. As premissas objetivas da revolução proletária não estão somente maduras: elas começam a apodrecer. Sem a vitória da revolução socialista no próximo período histórico, toda a civilização humana está ameaçada de ser conduzida a uma catástrofe. Tudo depende do proletariado, ou seja, antes de mais nada, de sua vanguarda revolucionária. A crise histórica da humanidade reduz-se à crise da direção revolucionária."

–  León Trotsky, O programa de transição 

A Liga Quarta-Internacionalista do Brasil é a seção brasileira da Liga pela Quarta Internacional.

Falando das tarefas da revolução proletária, Trotsky escreveu: "Para levar a cabo eficazmente todas estas tarefas são necessárias três condicões: o partido, o partido, e uma vez mais o partido" ("A revolução espanhola e as tarefas dos comunistas", janeiro de 1931). Se a crise da humanidade se reduz à crise da direção revolucionária, a questão central para os revolucionários no Brasil hoje é a necessidade de construir um partido trotskista, que luta por converter-se na direção da classe operária e atua como "tribuno do povo", mobilizando a força do proletariado contra todo tipo de opressão na luta por uma sociedade sem classes. Forjar o núcleo deste partido e a tarefa que está na ordem do dia para a Liga Quarta-Internacionalista do Brasil (LQB), que surgiu do agrupamento Luta Metalúrgica.

A LQB luta pelo programa trotskista da revolução permanente. Lutamos pela intransigente oposição proletária à colaboração de classes da frente popular, dizendo: nenhum voto a nenhum candidato das frentes populares. Isto foi motivo primordial de nossa ruptura com a Causa Operária, que votou no Lula, candidato da Frente Brasil Popular. Contra a tradicional "cegueira" da esquerda brasileira sobre a opressão do negro e da mulher, enfatizamos que a luta contra esta opressão é uma questão estratégica para o proletariado, porque não se pode unir o proletariado numa revolução socialista neste país sem uma luta ativa e bolchevique da vanguarda proletária sobre esta questão. Em contraste com os traidores pseudo-trotskistas que se uniram à campanha burguesa que levou a contra-revolução capitalista à URSS e o Leste Europeu, defendemos a posição quarta-internationalista da defesa militar incondicional dos estados operários deformados contra o imperialismo e a contra-revolução, junto com a luta pela revolução política proletária para tirar as burocracias estalinistas e estabelecer a democracia operária e o internacionalismo revolucionário. Contra os "nacional-trotskistas" e outros capituladores ao nacionalismo da classe dominante, lutamos pelo internacionalismo de Lenin e Trotsky, pelo reforjamento da Quarta Internacional, genuinamente trotskista e democrático-centralista, partido mundial da revolução socialista. A burguesia grita que "o comunismo morreu". Mas o comunismo vive na luta de classes e no programa trotskista da revolução mundial

De "Liga Quarta-Internacionalista do Brasil: quem somos e o que queremos" (1996)

O golpe é da burguesia inteira contra os trabalhadores
Os trabalhadores do Brasil inteiro nós nos encontramos sob forte ataque. Tanto os governos burgueses da frente popular como a oposição de direita tradicional estão impulsionando ajustes fiscais e “reformas” que buscam resolver às custas dos trabalhadores as consequências da crise econômica capitalista. Hoje os trabalhadores desde a Grécia até os morros do Rio estamos sofrendo os golpes do capitalismo em avançado estado de putrefação. Só a revolução socialista internacional dará um futuro aos explorados e oprimidos.

PROPOSTA MOÇÃO DO CLC PELA ASSEMBLÉIA DO SEPE-RJ
Estender a greve do magistério carioca a uma greve nacional contra os ajustes e a “reforma” previdenciária
Desde o começo de março, os professores na rede estadual do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE-RJ) estão em greve. Estudantes de secundaria tem-se solidarizado com a greve ocupando até o momento mais 28 escolas em 12 municípios, e no dia 6 de abril, os servidores públicos estaduais também entraram em greve. Os “ajustes” e “reformas” no Rio, junto com o ataque violento contra grevistas nas escadas da ALERJ no dia 30 de março, anunciam medidas similares pelo governo federal.  O Comitê de Luta Classista propõe desde agora unificar com a rede municipal do magistério do Rio e dos outros municípios à greve da rede estadual, e fazer um chamado aos sindicatos da educação e do funcionalismo público do país inteiro de deflagrar uma greve nacional até a retirada ou o arquivamento do ajuste fiscal e a reforma da previdência federal. Moção SEPE para estender a greve a greve nacional contra ajustes e reformas (abril de 2016)

Operação Lava Jato: Investida judiciária/policial
que ameaça direitos democráticos e trabalhistas

Não ao impeachment!
Mobilização operária contra a ofensiva burguesa direitista
Nenhum apoio político ao governo burguês da frente popular

A contagem regressiva para o confronto sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff começou. A mídia patronal berra pela prisão do ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nome da luta contra a corrupção, a Operação Lava Jato deu luz verde ao aparato repressivo. O poder judiciário e a polícia soltaram as rédeas de controle civil, ignorando leis, colocando-se acima de toda instância eleita por voto popular. Hoje atacam Dilma e Lula, amanhã os alvos serão as aposentadorias, os salários e os empregos dos trabalhadores – e as organizações do movimento operário. Durante 13 anos, o Partido dos Trabalhadores tem governado junto com partidos burgueses numa frente popular, coalizão de colaboração de classes que ata os trabalhadores a setores capitalistas. Os direitos democráticos e trabalhistas estão sob ataque. Para derrotar a sinistra ofensiva bonapartista, precisamos de uma poderosa mobilização operária revolucionária, que luta também contra os ajustes e “reformas” anti-operários do PT e sua frente popular. Não ao impeachment Mobilização operária contra a ofensiva burguesa direitista. Nenhum apoio político ao governo burguês da frente popular (abril de 2016)
Lição da historia: Trotsky e Lênin sobre Kornilov e Kerensky (abril de 2016)
Vitória à greve do SEPE-RJ (abril de 2016)
Crise capitalista mundial por trás da ofensiva direitista
Luta classista contra ameaça bonapartista no Brasil
Na atual aguda crise política que sacode o país, a cadeia de revelações explosivas, cambalhotas nas alianças parlamentares, atos arbitrárias do aparato repressivo e multitudinárias mobilizações de rua se apresenta na mídia burguesa como uma luta em torno da “corrupção”. Na realidade, há três elementos principais na crise: uma luta política que marca o fim do governo da frente popular; uma tentativa dos órgãos judiciário-policiais de se libertar de todo controle civil; e as sequelas da crise econômica capitalista a escala mundial.  No Brasil, os protestos direitistas no último ano são um produto da derrota das lutas do “inverno quente” de 2013 e das lutas contra a Copa do Mundo do futebol. A esquerda petista tem identificado a ofensiva contra a presidente Dilma Rousseff como um “golpe”. Em si, o impeachment não significa uma quebra da “ordem” democrática burguesa. Porém, se os órgãos repressivos ganharam autonomia para de fato dominar um governo, que seja por um golpe de estado ou por trás da fachada de um governo “técnico” ou de “transição”, isto seria de fato um um “regime de exceção” anti-democrático, inclusive no marco burguês. Luta classista contra ameaça bonapartista no Brasil (abril de 2016)

O papel do imperialismo e dos militares na crise política brasileira
Durante 13 anos, os governos liderados pelo PT têm servido como bombeiros do FMI na América Latina e xerife do imperialismo ianque no Caribe, fornecendo tropa mercenária para a  ocupação do Haiti. Em geral, Washington não quer grandes turbulências no maior país da América Latina, mas não há porque presumir que os que se imaginam senhores do planeta sempre agem em coerência. O juiz Sérgio Moro está atuando em estreita colaboração com autoridades dos EUA, e toda a investigação denominada Lava Jato é realizada em acordo com setores capitalistas, brasileiros e imperialistas, que buscam quebrar o monopólio de Petrobras sobre a extração do petróleo do famoso Pré-Sal. As indicações apontam a um movimento patronal-mediático-judiciário-policial com algum apoio do imperialismo. Mesmo que não resulte em um golpe de estado militar clássico, aponta a um desenlace autoritário, um estado forte cuja tarefa é de impor, com mão de ferro, os ajustes, as reformas e as privatizações requeridas pelo capital. O papel do imperialismo e dos militares na crise política brasileira (abril de 2016)

A esquerda oportunista a reboque dos blocos burgueses
Durante todo o último ano, o Brasil tem sido sacudido por uma aguda crise política entre o governo burguês da frente popular da presidente Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores, e a oposição de direita tradicional que quere afastá-la do Palácio do Planalto. Porém, governo e oposição compartilham o mesmo programa fundamental, de resolver a crise econômica capitalista atacando os trabalhadores, e só podem divergir (às vezes) sobre o ritmo e o grau dos ataques. Neste contexto de disputa entre duas forças burguesas, a esquerda brasileira é dividida em dois grandes campos: o pró-PT que grita “não vai ter golpe”, e o anti-PT que grita “fora todos”. Não obstante, a fingida independência política de um e outro, na realidade ambos os campos são apêndices das forças capitalistas em conflito. Agora com o acréscimo de uma escalada de ações arbitrárias judiciárias e policiais por parte dos promotores da Operação Lava Jato, precisa-se não de um ilusório “terceiro campo” no terreno da democracia burguesa, senão de uma oposição de classe, operária, com um programa de luta revolucionária contra toda a classe dominante e contra o perigo de um desenlace autoritário. A esquerda oportunista a reboque dos blocos burgueses (abril de 2016)

Contra demissões e para defender o turno de seis horas
Trabalhadores do aço, ocupar a CSN!

A finais de dezembro, a Companhia Siderúrgica Nacional ameaçou com demissões de milhares de trabalhadores em sua fábrica em Volta Redonda, RJ, se o sindicato não abra mão do turno de seis horas, uma conquista ganhada na histórica greve de 1988 e que reconquistamos com nova mobilização dos trabalhadores. O Comitê de Luta Classista, corrente de oposição sindical ligada à Liga Quarta-Internacionalista do Brasil, denunciou que os administradores da empresa fizeram a mesma chantagem para obter a privatização da CSN. O CLC chamou a mobilizar o poder operário para ocupar la fábrica e impor o controle operário. Trabalhadores do aço, ocupar a CSN! (dezembro de 2015)

Ocupação de centenas de escolas entrava fechamento
Revolta estudantil sacode São Paulo
Por CSEW (Trabalhadores Classistas da Educação de Nova Iorque)

Desde meados de novembro, São Paulo foi convulsionada por um levante combativo de estudantes secundaristas que protestam contra o plano do governo do estado para fechar 92 escolas e ordenar centenas de milhares de estudantes a mudar de escola. O governador Geraldo Alckmin do PSDB procurou impor as medidas a toque de caixa sem qualquer consulta com professores, alunos e pais. Os alunos responderam ocupando 192 escolas. Quandono início de dezembro o governo enviou a PM para retomar as escolas, os estudantes bloquearam o trânsito em cruzamentos movimentados e na Marginal Tietê. Finalmente o governador teve que recuar. Nossos camaradas do Class Struggle Education Workers (Trabalhadores Classistas da Educação de Nova Iorque) publicaram um boletim saudando a atrevida ação dos estudantes paulistanos. Lá nos EUA, eles tem chamado pela ocupação de escolas ameaçadas com fechamento, e agora no Brasil se realiza esse programa de luta classista. Revolta estudantil sacode São Paulo (4 de dezembro de 2015)

Nenhum partido ou candidato apresenta um desafio classista
Eleições no Brasil: O jogo de bicho eleitoral da burguesia

Votar nulo e forjar um partido operário revolucionário!
Estamos na altura do ciclo político quando as telas dos televisores se enchem de cabeças falantes teatralmente enfeitadas fazendo promessas vazias de campanha, as empresas de marketing eleitoral raspam lucros a rodos, os mensageiros entregam malas cheias de dinheiro aos deputados de aluguel, e os burocratas sindicais de todas as matizes sufocam as lutas dos trabalhadores para dedicar-se a angariar votos. As eleições brasileiras de 2014 não são exceção desta regra. Os marxistas não rechaçamos por princípio utilizar o circo eleitoral burguês como plataforma para o programa revolucionário, mesmo reconhecendo que se trata de território inimigo. Mas neste escrutínio não há nenhum partido ou chapa que poderia ser um voto operário contra o capitalismo. Os três candidatos principais – Dilma Rousseff, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Marina Silva do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Aécio Neves do Partido da Social Democracia Brasileira – defendem o domínio do capital. Por sua parte, os partidos da esquerda oportunista todos recebem quantiosas verbas do estado capitalista. Um partido proletário revolucionário não aceita um centavo de financiamento pelo estado capitalista, ou de outras instâncias burguesas (fundações, empresas, etc.). Nosso lema neste ano eleitoral brasileiro de 2014 é a mesma apregoada por Lênin na campanha eleitoral dos bolcheviques há um século: “Pela revolução!” Eleições no Brasil: O jogo de bicho eleitoral da burguesia (outubro de 2014)

METRÔ DE SÃO PAULO PÁRA! Entrou em campo o poder operário – podemos ganhar a copa de virada!
Unificar as lutas – Por uma greve nacional!

Repressão da Copa, resposta à crise capitalista mundial
Desde a madrugada do dia 5 de junho, uma das mais poderosas categorias do Brasil paralisaram o Metrô de São Paulo. Capaz de envolver toda a população trabalhadora, a dimensão da paralisação dos metroviários paulistanos dá um enorme passo rumo a uma greve nacional ao longo do país. A greve é a culminância das expressivas, radicalizadas e massivas greves dos profissionais da educação no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e na capital de São Paulo. A classe dominante brasileira têm gastado bilhões para usar a Copa do Mundo do futebol como vitrine para elogiar sua suposta chegada no clube dos grandes capitalistas enquanto os serviços sociais estão famintos de recursos. Mas a repressão que seus governos de Dilma e Alckmin têm desencadeado contra os trabalhadores e a população pobre e negra das favelas cariocas e a periferia paulista é produto também da crise mundial do capital. Junto com a onda grevista que sacode o país, a greve do Metrô em São Paulo oferece aos trabalhadores do país um ponto de partida para uma contra-ofensiva combativa. O Comitê de Luta Classista e a Liga Quarta-Internacionalista chamamos a unificar todas as greves numa poderosa greve nacional. Unificar as lutas – Por uma greve nacional! (junho de 2014)

Organizar  comitês de defesa operária da favela, dos protestos e movimentos sociais
Não à Copa da repressão no Rio:
Frente popular lança guerra contra a favela
Moção aprovada pelo Sepe-RJ:
Mobilizar o poder da classe
operária para expulsar as tropas de ocupação pró-imperialistas do Haiti, favelas e movimentos sociais

No dia 5 de abril, em meio das conmemorações do 50º aniversário do golpe de estado que iniciou a ditadura militar no Brasil e 24 horas após a posse do novo governador do Estado de Rio de Janeiro, substituto do massacrador Sérgio Cabral, a atuação do estado brasileiro descobriu a mentira da “nunca mais.  Tropas das Forças Armadas brasileira, do Exército, Marinha e Aeronáutica com reforço da Polícia Federal, das UPPs, PMs, Polícia Civil, X9 e P2 e ainda a Guarda Municipal, um pelotão com mais de três mil homens e mulheres com modernos armamentos de guerra convencional, invadem a favela do complexo da Maré a pretexto de “combater as drogas” e proteger a Copa do Mundo. Após dez anos de governo de Frente Popular de Lula/Dilma, do PT e os partidos reformistas e burgueses aliados, a tortura e os assassinatos seguem sendo prática comum das múltiplas polícias. A rede estadual sindicato do magistério fluminense respondeu com uma moção que chama à mobilização da classe trabalhadora e sua força em defesa contra os ataques da polícia, pela formação de comitês operários de defesa com base nos sindicatos para proteger os protestos e as favelas, e por expulsar as tropas de ocupação pró-imperialistas do Haiti, das favelas e dos movimentos sociais! Não à Copa da repressão no Rio (abril de 2014)

Fantoches social-democratas mendigam armas dos EUA e da OTAN
Esquerdistas no campo dos islamistas pró imperialistas na Síria

A furiosa guerra civil comunal na Síria e as ameaças do imperialismo tem posto a teste a esquerda que se reclama socialista ou comunista. Seguindo a pauta que adotaram desde os levantes da Tunísia e Egito que iniciaram a “Primavera Árabe” em 2011, a grande maioria dos esquerdistas no Ocidente apoiou e ainda hoje apoia o que eles denominam falsamente a “Revolução Síria”. Porém, enquanto o predomínio dos islamistas sanguinários entre os “rebeldes” sírios ficou tão evidente, muitos pseudo-socialistas atenuaram um pouco seu apoio incondicional à oposição armada. E quando Obama ameaçava bombardear a Síria, estes esquerdistas oportunistas se distanciaram dos “rebeldes” que exigiram em voz alta que o Pentágono jorre a morte sobre as cidades sírias. Mas não todos sentiram-se envergonhados de serem aliados com elementos abertamente pró imperialistas. O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado brasileiro, em particular, se coloca no “campo militar dos rebeldes pró imperialistas e exige que os imperialistas lhes fornecessem armamento pesado. A Liga Estratégia Revolucionária critica a política vergonhosa do PSTU, mas sem rechaçar a metodologia dos campos e sem romper claramente com a insurgência islamista. Esquerdistas no campo dos islamistas pró imperialistas na Síria (janeiro de 2014) 

Nelson Mandela, 1918-2013
A África do Sul neste fim de 2013, perde Nelson Mandela, um dos homens mais decisivos em sua vida nos últimos cem anos, quase um século. No comando do Congresso Nacional Africano (ANC, por suas siglas no inglés), embora preso durante 27 anos nas masmorras do regime do apartheid, Nelson Mandela esteve à frente e foi o maior símbolo pessoal da resistência na luta contra o apartheid. Ajudou e idealizou os principais enfrentamentos e luta política contra os racistas. Contudo a história também registrará que Mandela, o Partido Comunista Sul Africano e o ANC, fizeram o possível e o quase impossível para manter a luta contra o racismo naquele país apenas no marco capitalista e na democracia burguesa. Como conseqüência a população negra e mestiça vive ainda na miséria, no sistema racista do neo-apartheid agora presidido pela frente popular burguesa do ANC, PC e a burocracia sindical que mantém a dominação econômica dos capitalistas brancos. O pós-apartheid, deu lugar e preparou terreno para uma brutal opressão e exploração capitalista no país. Como prova o terrível massacre dos mineiros de Marikana no ano passado pela polícia do governo da frente popular, a libertação da população negra somente se dará com a revolução socialista. Nelson Mandela, 1918-2013 (6 de dezembro de 2013)


Traição: a LER-QI votou contra greve no metrô de S.P.
Centristas que furam greves
No dia 25 de junho, após duas semanas de enormes e combativos protestos em todo o país contra a repressão brutal de manifestantes em São Paulo e outras cidades, os dirigentes das principais centrais sindicais de Brasil finalmente deram sinais de vida e  reuniram-se para anunciar um Dia Nacional de Lutas e Paralisações para o dia 11 de julho. Mesmo sendo convocados por pressão do Inverno Quente pelos burocratas cuja principal tarefa é servir a burguesia ao socavar as lutas operárias, o anúncio despertou grandes expectativas em setores da classe. Nesta situação, a tarefa dos revolucionários e sindicalistas com consciência de classe foi de mobilizar massivamente as bases operárias para fazer greve sobre um programa classista que aponte à luta pelo poder e a derrubada do capital. Porém, a corrente sindical apoiada politicamente pela Liga Estratégia Revolucionária – Quarta Internacional (LER-QI) no Metrô de São Paulo (Metroviários pela Base), votou na véspera contra a greve e no dia 11 não tentou paralisar este setor chave e desta maneira vergonhosamente furou a ação operária deflagrada pela quase totalidade do movimento sindical. Centristas que furam greves (8 de agosto de 2013)

O PSTU dá aula sobre a questão militar
O conto de fadas da polícia “amiga do povo”

Durante semanas o Brasil tem sido o palco de multitudinários e tumultuosos protestos nas quais manifestantes foram agredidos brutalmente pelas polícias de todo tipo, e com freqüência resistiram corajosamente. Nesta situação o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado encontra cada vez mais dificuldade em justificar sua política vergonhosa de abraçar os policiais como “trabalhadores uniformizados” ao mesmo tempo em que repulsa os jovens que combatem os repressores profissionais da burguesia. Contudo o PSTU agora tenta “teorizar” sua linha perversa num pretensioso artigo sobre “Violência, manifestações de rua e o papel da polícia”. Nós da Liga Quarta-Internacionalista chamamos à ação operária para expulsar as tropas brasileiras do Haiti, e as PMs (BMs, etc.) fora das favelas do Rio. E traduzimos as palavras em ação: ao ganhar em 1996 a direção do sindicato do funcionalismo público de Volta Redonda, camaradas da LQB fizeram história ao desfiliar os guardas municipais do sindicato. Por este ato classista ficaram sujeitos à repressão dos tribunais burgueses, com a colaboração da esquerda oportunista. O conto de fadas da polícia “amiga do povo” (julho de 2013)

 
Inverno quente no Brasil – Milhões nas ruas contra os governos burgueses da Frente popular e a direita
É urgente mobilizar o poder operário!
ORGANIZAR A GREVE GERAL!

Converter os protestos em revolta dos trabalhadores apontando à luta pelo poder
Formar comitês de autodefesa baseados na força do movimento operário
Impulsar conselhos operários e dos bairros dos trabalhadores!
Forjar um partido operário revolucionário! A meta: a revolução socialista internacional!

Durante quase três semanas, o país tem sido sacudido por explosivas mobilizações contra as políticas dos governos capitalistas. De protestos contra a subida de tarifas de uns 20 centavos nos ônibus em São Paulo se foram ampliando para abranger a corrupção, os preparativos para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a escalada vertiginosa do custo de vida e, acima de tudo, a violência policial. Do norte ao sul, os palácios de governo foram assédiados. Eventualmente, a burguesia entendeu que teria que recuar e retiraram os reajustes das tarifas do transporte público. Mas ao mesmo tempo a direita burguesa procura instrumentalizar os protestos. A tarefa principal é de mobilizar o movimento operário para dar uma direção proletária aos protestos e organizar uma greve geral, formando órganos de luta de classe dos trabalhadores contra os governos da classe dominante. É urgente mobilizar o poder operário! Organizar a greve geral! (25 de junho de 2013)

Balanço de um mês em greve do funcionalismo volta-redondense
Volta Redonda: A batalha para arrancar o PCCS
Fora Neto III com mobilização operária
Afastar o ditador do Palácio 17 de Julho

Durante mais de um mes o funcionalismo público de Volta Redonda, RJ fazia greve para obrigar o prefeito Antônio Francisco Neto a implementar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Porém termina aceitando a metade do que o Neto ofereceu antes, um 5% da vergonha que humilha a categoria. Isto tem provocado uma chuva de críticas amplamente justificadas contra as direções dos três sindicatos.  As duas correntes que em condomínio lideram o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação – a Intersindical ligada ao PSOL  e CSP-Conlutas ligada ao PSTU – com a mesma ótica frente-populista do PT e PCdoB – de apoio a setores “progressistas” da burguesia – aceitaram participar na comissão cujo propósito explícito era de socavar o PCCS. Outro tema que tem confundido a muitos no curso da greve é o papel da polícia. Os guardas não são “trabalhadores em farda” como pretendem o PSOL, o PSTU e os reformistas social-democratas em geral, e também muitos stalinistas, que ambicionam administrar o estado burguês, são o braço armado dos capitalistas. Na luta pelo PCCS integral a chave será construir  uma direção capaz de liderar o movimento rumo à meta de um governo operário-camponês que inicie a  revolução socialista.  Volta Redonda: A batalha para arrancar o PCCS (abril de 2013)

Enquanto o governo de Dilma/Lula arrocha os salários,
as prefeituras “limpam” moradores das favelas

O circo eleitoral contra a luta operária

Nenhum voto a nenhum candidato das frentes populares, seja do PT-PMDB-PCdoB,
ou do PSOL e PSTU com apoio direitista  por baixo dos panos

Abaixo os políticos, partidos e coalizões da burguesia! Por um partido operário revolucionário!

A cada dois anos, a burguesia monta seu circo para iludir a população, e em particular a classe operária, através de seu aparato eleitoral. Depois de meses de greves acérrimas, a máquina de fabricar “opinião pública” está desperdiçando fabulosas somas para caçar votos. Ao mesmo tempo em que segue jactando-se do suposto “boom” que sustentou o governo Lula e agora o de sua substituta Dilma, o Partido dos Trabalhadores no poder insiste na “austeridade”. Em meio das campanhas pelas eleições municipais, o julgamento dos principais casos do escândalo do “mensalão” ocupa as manchetes dos jornais e os noticiários televisivos. Se os romanos governavam ao divertir a plebe com a fórmula “circo com pão”, a versão brasileira tem muito circo e bem pouco pão para os trabalhadores. E enquanto as prefeituras de direita e da frente popular PT-PMDB-PCdoB “limpam” as favelas em interesse do capital, os esquerdistas oportunistas do PSOL e do PSTU só oferecem mini frentes populares pela porta dos fundos, apoiados por forças burguesas como o PSDB (Rio de Janeiro) e o PV (Belém). 
O circo eleitoral contra a luta operária (outubro de 2012)
Nenhuma alternativa eleitoral de classe operária à esquerda
Voto nulo nas eleições – Intensifique a luta de classes!

Na atualidade, quando toda a esquerda parlamentar e a mal chamada “extrema esquerda” segue a pauta eleitoreira herdada do PT, não há uma alternativa que permite um voto pela independência revolucionária da classe operária. Portanto, chamávamos e chamamos pelo voto nulo nos dois turnos das eleições municipais, e a prosseguir a luta de classe. 
Voto nulo nas eleições – Intensifique a luta de classes! (outubro de 2012)
A classe operária não tem opção eleitoral nas eleições de 2012
A Frente Popular encadeia as organizações operárias a políticos e partidos da burguesia. Isto é colaboração de classes, que leva à destruição das lutas dos trabalhadores. Desde o Brasil até o Chile, América Central, Indonésia, França, Espanha e muitos outros países, a Frente Popular tem significado terríveis derrotas do proletariado. Nem um só voto para nenhum candidato das frentes populares. Contra os partidos burgueses de direita e de “esquerda”. É necessário que se  rompa com os frentepopulistas da CUT, Conlutas, Intersindical, CTB e seus respectivos partidos aproveitando para construir uma autêntica direção para os servidores de Volta Redonda, a qual terá a missão de ligar-se a construção de um autêntico partido operário revolucionário quartointernacionalista, que lute por um governo operário-camponês que inicie a Revolução Socialista.  A classe operária não tem opção eleitoral nas eleições de 2012 (setembro de 2012)

Toda honra a nossa camarada Marília,
poeta lutadora e comunista

Infelizmente a camarada Marília Costa Machado faleceu hoje, 15 de fevereiro de 2012. Foi uma perda irreparável de uma camarada comunista que durante sua carreira de mais de 30 anos militou na vanguarda do magistério fluminense. Marília foi diretora do Sepe e como escritora publicou dois livros de poesía. No ano 1997, Marília foi nomeada poeta musa da cidade de Rio de Janeiro, principalmente por seus poemas contra a ditadura militar. Como militante da Liga Quarta-Internacionalista do Brasil (LQB) e ao Comitê de Luta Classista, seu internacionalismo a colocou com destaque na campanha para libertar Mumia Abu Jamal.
Toda honra a nossa camarada Marília, poeta lutadora e comunista (fevereiro de 2012)

Poemas e fotos da camarada Marília Machado (fevereiro de 2012)



Educação de qualidade, um direito de todos – Não é uma mercadoria
Professores, Alunos: Trituramos o SAERJ
Enganação aos estudantes e pais, arma do capital contra os professores, garrote para estrangular a educação pública
Para os dias 27 e 28 de junho, está planejado uma paralisação do magistério fluminense com um propósito extraordinário: boicotar a prova SAERJ. O Sistema de Avaliação da Educação do Estado de Rio de Janeiro nada tem que ver com um diagnóstico científico do desenvolvimento pedagógico dos alunos. O SAERJ é uma arma do inimigo na ofensiva capitalista para privatizar a educação pública. Os políticos burgueses tentam ligar a paga dos educadores com o “produto”, como se a educação seria uma mercadoria que se compra num mercado e não um direito democrático fundamental dos trabalhadores e de toda a população. A paralisação chamada pelo SEPE depois de tentativas anteriores de boicote ao SAERJ é um começo. O combativo professorado mexicano tem avançado a outro nível ao deflagrar greves para impedir tais “avaliações” tendenciosas. E por ser uma ofensiva do imperialismo, do capitalismo em sua fase de decadência, de destruição sistemática das conquistas do passado, o sindicalismo reformista do passado não serve – precisa-se uma resposta internacional revolucionária. Professores, Alunos: Trituramos o SAERJ (junho de 2012)

O boom do governo Lula-Dilma paralisa a esquerda frentepopulista
Brasil se prepara para as Olimpíadas da militarização reprimindo os trabalhadores
Lutamos pela revolução socialista internacional
O ano de 2011 ao redor do mundo foi um ano de convulsivos levantamentos populares. A mídia burguesa apresenta o Brasil como um caso excepcional. O governo de Lula e sua sucessora Dilma Rousseff aproveita o “boom” das matérias primas para dar algumas migalhas aos pobres. Silenciam que só alcançam elevar os mais pobres ao nível de uma brutal pobreza “normal”; e que os programas Fome Zero, Bolsa Familia e Bolsa Escolar se financiam pelos cortes nos programas de previdência e pensões. Como parte da preparação da Copa Mundial de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o governo lança a Polícia Militar contra moradores de favelas em operativos de despejo. Ao começo de 2012, os MPs lançaram uma “greve.” Escandalosamente, grande parte da esquerda apoia os PMs em sua “greve” (na realidade, um motim do punho armado da burguesia). Em uma situação de grande efervescência social, de fluxo e refluxos na luta de clases, precisa-se mais que nunca uma direção que supere o programa meramente “democrático”, burguês, para intervir nos acontecimentos com um programa que se dirija à revolução socialista internacional. Brasil se prepara para as Olimpíadas da militarização reprimindo os trabalhadores (maio de 2012)

Boletím informativo VO: Motim dos bombeiros RJ
(julho de 2011)

Reformistas a reboque da “greve”
dos bombeiros militares cariocas

É preciso mobilizar a força da classe operária para
derrotar a frente popular militarizada de Cabral

Reformistas a reboque da “greve” dos bombeiros militares cariocas (30 de junho de 2011)


Boletím do Comitê de Luta Classista
(junho de 2011)

A greve do Sepe depende da força da classe operária
 O apoio ao motim dos bombeiros militares da direção do PSOL e PSTU conduz ao fracasso

Greve do Sepe contra o massacrador Cabral (14 de junho de 2011)

Boletím informativo VO: Guerra contra Libia
(março de 2011)

Defender a Líbia contra ataque imperialista! Derrotar o ataque dos EUA, da ONU e da OTAN! (18 de março de 2011)

Suplemento VO: Eleições no Brasil
(setembro de 2010)

A burguesia opta pela continuidade lulista (28 de setembro de 2010)

Número especial de Vanguarda Operária
(janeiro de 2010)

Haiti: Solidariedade operária, sim, ocupação militar não! (janeiro de 2010)


Número atual de Vanguarda Operária
(n° 10, maio-junho de 2008)

Greve contra a guerra paralisa portos nos EUA (maio de 2008)

O ILWU lança greve pela paz por Mumia Abu-Jamal (maio de 2008)

Luta operária contra a frente popular militarizada no Rio  (maio de 2008)

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